Minha Jornada

Para cuidar do ser de uma maneira integral, percorri um caminho bastante holístico na busca e na compreensão do corpo físico, da mente, das emoções e das energias que envolvem todos os nossos corpos sutis.

 

E tudo começou assim:

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A Dança

 

Ela foi a primeira porta que se abriu para a expansão do meu ser e de todo meu trabalho como terapeuta de curas. Até hoje ela me ajuda a me conectar com meu ser e todas as respostas que preciso. Bem como diz a bailarina Martha Graham: “a dança é a linguagem escondida da alma”.

 

Aos 6 anos adentrei para o mundo do ballet clássico e contemporâneo e ali mergulhei de corpo e alma por toda minha infância e adolescência. Durante 11 anos, experenciei os maravilhosos e desafiadores movimentos corporais de uma bailarina. Mas, foi aos 16 anos que conheci uma nova paixão: a dança do ventre! Essa dança me fez adentrar por lugares mais profundos do meu ser mulher e através dela pude desenvolver muitos trabalhos terapêuticos que integram a dança, o corpo, o movimento, suas sensações e a cura do feminino e masculino na mulher moderna. 

 

 

A Fisioterapia

A dança do ventre me trouxe muitas inquietações diante de tantos preconceitos, e ainda mais sendo oriunda de uma cultura bem diferente e com fortes traços machistas. 

 

Assim, ela que me levou a buscar a fisioterapia para compreender 

a anatomia e a fisiologia do corpo físico, suas patologias, mas acima de tudo, minha ânsia nesta faculdade foi desenvolver um trabalho científico na área da saúde com os benefícios da dança do ventre no corpo da mulher. Em 2008, publiquei um artigo científico numa revista de Fisioterapia, na França, sobre o fortalecimento do assoalho pélvico e os movimentos da dança do ventre. 

 

Como fisioterapeuta, eu me encantei por cuidar das pessoas através do movimento. Sempre fui uma cuidadora de alma. E dentro da fisioterapia pude unir a dança, o movimento e a a cura do corpo físico.

 

Foram anos de muita dedicação e garra para superar os desafios desta união na área da saúde entre a dança e a fisioterapia, mas ali estava um sonho realizado, já havia conseguido deixar um pequeno mas importante legado para a humanidade: a dança do ventre não era só a entretenimento e sensualidade,  ela podia também ajudar muitas mulheres a curar e a viver melhor suas dores físicas e emocionais. 

 

No mesmo ano de publicação deste artigo conclui a especialização em Fisioterapia na Saúde da Mulher na USP, ali aprendi muito sobre o universo feminino, o corpo da mulher, suas dores e alegrias na área de ginecologia, obstetrícia e sexualidade.  

 

Nesta época, já trabalhava há alguns anos com a dança do ventre terapêutica, e a cada vez mais fui integrando o corpo, a mente e o espírito nas aulas.

 

A Psicoterapia Corporal Reichiana

 

Muitas foram minhas inquietações quanto aos meus aprendizados e o que que mais queria era ser uma expert em integrar corpo, mente e espírito. 

 

Durante a faculdade de fisioterapia descobri a psicoterapia Corporal Neo-Rechiana, uma vertente da psicologia, que tem o enfoque na autoconsciência corporal e na nas percepção das contrações musculares que inconscientes são correlacionadas com diversos estados emocionais. Para Alexander Lowen, criador da bioenergética, estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade.” 

 

Esse foi um conhecimento de extrema importância para que com confiança e segurança pudesse juntar o corpo, a mente e as emoções nos trabalhos corporais que desenvolvo  até hoje no meu espaço terapêutico. 

 

A Constelação Familiar e Sistêmica

Este curso foi também um divisor de águas. Aprender o pensamento sistêmico de Bert Hellinger me trouxe muitas mudanças pessoais e na minha conduta terapêutica. Com essa terapia fenomenológica ele diz  “Somente quando estamos em sintonia com o nosso destino, com os nossos pais, coma nossa origem é que tomamos nosso lugar e temos a força.” E isso é o trabalho da constelação, trazer ordem para o sistema de origem e a força para sermos quem somos, livres para seguir nosso destino com mais amor e harmonia. 

 

 

As Terapias Holísticas e Alternativas

 

Desde pequena, tenho uma grande sensibilidade mediúnica, intuía muito, tinha premonições, ouvia barulhos, sentia as pessoas mais profundamente. Confesso, que durante muitos anos não conseguia trabalhar com essa sensibilidade exacerbada, o que me causava muitos desequilíbrios emocionais. Por conta disso, foi intensa a busca em me encontrar neste mundo da espiritualidade e da compreensão destas energias sutis. Frequentei diversos lugares espiritualistas, mas foi num centro espírita kardecista que estudei e fiz todo meu trabalho mediúnico como médium de psicofonia, psicografia e vidência. 

 

Me lembro desde pequena que meus pais estudaram por anos diversas terapias alternativas e holísticas e essa abordagem sempre me foi corriqueira e muito significativa. Misturada com muita curiosidade em entender melhor esse universo e a sensibilidade aflorada que me deixou muitas vezes doente, busquei ao longo da vida estudos de diversas técnicas alternativas como: cristaloterapia, a chackraterapia, a oraculoterapia, o tarô, a cromoterapia, o feng shui, a aura-soma, as terapia com as mãos. 

 

Diante de todos esses conhecimentos nunca mais tive dúvidas que os meus trabalhos seguiam na busca deste equilíbrio entre corpo/mente/espírito (energia).